O descarte de pneus em locais inadequados provoca vários impactos negativos ao meio ambiente. O pneu contém elementos químicos que podem contaminar ar, solo e lençóis freáticos através de liberação de substâncias tóxicas, provoca enchentes e pode servir de meio de propagação de doenças.

A decomposição do pneu pode chegar a 400 anos, dependendo do tipo, do tamanho e do peso. Um pneu inservível descartado de forma inadequada pode transformar-se em criadouro de vetores da dengue ou contribuir para a poluição de rios.

Segundo a Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos – ANIP  a geração e acumulação de resíduos de pneus são um dos problemas ambientais mais sérios no âmbito mundial. A grande quantidade de pneus gerada anualmente e as dificuldades apresentadas pela coleta, o armazenamento e a destinação ambiental adequada dos mesmos, impõem a adoção de instrumentos eficazes para a administração e destino responsável.

A destinação dos pneumáticos inservíveis atende aos objetivos da Política Nacional de Resíduos Sólidos, publicada pela Lei 12.305, de 06 de agosto de 2010. A Lei obriga os fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes de pneus  e o Poder Público a estruturar e implementar sistemas de logística reversa.